Page 11 - Revista da Armada
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Foto SCH L Almeida Carvalho
O dia amanheceu com a missa de sufrágio pelos militares, mi- O Dr. Aguiar-Branco passou revista às forças apeadas e di-
litarizados e civis falecidos, que prestaram serviço na Marinha, rigiu-se à tribuna onde aguardavam as diversas entidades ci-
celebrada por D. José Traquina, bispo auxiliar de Lisboa, acolita- vis e militares convidadas, dando-se início à cerimónia com a
do pelos quatro capelães da Marinha, CMG José Ilídio Costa, CFR condecoração de militares, militarizados e civis que se distin-
Nazaré Domingues, CTEN Licínio Silva e 1TEN António dos Santos guiram ao serviço da Marinha. E seguiu-se um dos momentos
Oliveira. Contou ainda com a participação do coro da Escola Na- mais significativos deste tipo de eventos, com a homenagem
val e alguns elementos da Banda da Armada, com a direcção do prestada aos mortos que serviram a Marinha. Momento sole-
1SAR B Nuno Batalha. ne em que todos nós recordamos alguém mais próximo, que
connosco trabalhou partilhando a nossa amizade, mas que o
Cerca das 11h00 deu-se início à cerimónia militar, na Praça destino levou, deixando-nos apenas a saudade. E, terminado
do Comércio, com a tribuna das entidades oficiais virada para que foi o tributo aos mortos, o Almirante CEMA/AMN profe-
o rio, onde estavam fundeados os NRP Álvares Cabral, Jacinto riu uma alocução.
Cândido, Bérrio, D. Carlos I, Sagres e o NTM Creoula. Presidiu
ao evento o Ministro da Defesa Nacional, Dr. Aguiar-Branco, As primeiras palavras do Almirante Fragoso foram de agra-
que a essa hora se aproximou da tribuna na companhia do decimento ao Ministro da Defesa, pela sua presença naquele
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Me- dia de festa, e ao Presidente da Câmara de Lisboa pelo con-
dina, e da Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacio- vite para fazer estas comemorações na capital e, sobretudo,
nal, Dra. Berta Cabral. Foram recebidos pelo Chefe do Estado- pela disponibilização daquele espaço emblemático do Terrei-
-Maior da Armada/Autoridade Marítima Nacional, Almirante ro do Paço e Ribeira das Naus, onde a Marinha nasceu e cres-
Macieira Fragoso, e acompanhados até ao ponto de continên- ceu. De seguida saudou os militares, militarizados e civis da
cia onde foram prestadas honras militares ao Ministro da De- Marinha que desempenham as suas tarefas e cumprem mis-
fesa Nacional. sões de serviço em terra, ou no mar e, sobretudo, nos teatros
de operações mais longínquos, onde a Marinha marca a sua
As forças em parada foram comandadas pelo CMG Paulo presença. E salientou – dirigindo-se ao Ministro da Defesa –
Conceição Lopes e incluíam a Banda e Fanfarra da Armada, decorrerem essas missões de compromissos internacionais
um bloco de 12 estandartes de unidades e organismos da assumidos pelo país, como o controlo da fronteira externa
Marinha, escoltado por um pelotão de alunos da Escola Na- da Europa, no Mediterrâneo, onde o NRP Viana do Castelo
val, um bloco de 12 guiões de unidades da Marinha, uma recolheu mais de 500 pessoas, “que entregou, sãs e salvas, às
companhia da Escola Naval, um batalhão a duas companhias, autoridades italianas.”
com pessoal das unidades navais e organismos em terra, e
o Batalhão de Fuzileiros nº 1, a duas companhias. Integra- Um conjunto de missões e tarefas – explicou o CEMA/AMN – que
vam, ainda, uma força operacional com um elemento apea- só foram possíveis graças à dedicação do pessoal e a um conjunto
do, constituído pelo Batalhão de Fuzileiros nº 2, e um ele- de critérios que privilegiaram a manutenção da esquadra, em detri-
mento motorizado. mento de estruturas de apoio e acções de manutenção em infra-es-
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