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REVISTA DA ARMADA | 498
NATO CYBER COALITION
Exercício
ENQUADRAMENTO HISTÓRICO E EVOLUÇÃO EXECUÇÃO
Após os ciber ataques contra as instituições públicas e pri- As Forças Armadas, sob a coordenação nacional do Estado-
vadas da Estónia, em 2007, a NATO desenvolveu uma po- -Maior General das Forças Armadas/Divisão de Comunicações e
lítica para a ciberdefesa, aprovada em janeiro de 2008, apesar de Sistemas de Informação (EMGFA/DICSI), iniciaram a participa-
da permanente relevância e proteção dada aos seus Sistemas ção neste exercício em 2011, cabendo à Marinha, em 2014, aco-
de Informação e Comunicação. Ainda em 2008 a NATO realiza lher a sua execução, no período de 17 a 21 de novembro.
o primeiro exercício dedicado, o CYBER COALITION, abrangen-
do um número restrito de órgãos internos, com funções nesta Nas fases de planeamento e de execução, o Centro de Comu-
área. nicações, de Dados e de Cifra da Marinha recebeu as equipas na-
cionais, criando uma sala dedicada com capacidade de treino e
Em 2014, na sua 7ª edição, o exercício CYBER COALITION con- teste da ciberdefesa, ao nível dos processos e dos procedimentos
substanciou-se como o maior exercício multinacional de ciber- de tomada de decisão, de operação, técnicos e de colaboração
defesa, envolvendo 31 países e entidades NATO1, reunindo cer- entre todos os participantes no exercício NATO. Foram instaladas
ca de 6002 técnicos e especialistas, operando de forma geográ- cerca de 23 estações de trabalho com acesso a diversas redes (In-
fica deslocalizada, promovendo a troca coordenada de informa- tranet/internet, NSWAN6 e à Cyber-Range do exercício), e criadas
ção crítica e uma abordagem coletiva à ciberdefesa. condições para receber uma equipa de 29 elementos7. A Equipa
de Execução Nacional contou ainda com elementos da recém-
OBJETIVOS DO EXERCÍCIO E A SUA ORGÂNICA criada Computer Incident Response Capability (CIRC) do EMGFA
atento ao plano em curso para a edificação da capacidade de ci-
O CYBER COALITION mede as capacidades e funcionalidades berdefesa nacional8.
efetivas da NATO, através de tarefas e ações específicas na área
da ciberdefesa, desenvolvidas em duas fases. A fase de plane- No Distinguish Visitors Day (DVD), foi demonstrada a capacida-
amento, onde é elaborado um cenário estratégico e político, e de de cibersegurança e ciberdefesa nacional a diversas entidades
a fase de execução, onde são colocadas à prova as ferramen- de direção de órgãos de relevo no panorama nacional, tendo o
tas3 e a experiência e destreza dos técnicos na defesa contra um Comandante Naval, vice-almirante Pereira da Cunha, em nome
conjunto de incidentes pré-planeados. Em 2014 os incidentes de S.Exª o almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, efetu-
centraram-se na extração4 de informação de uma rede nacional ado a abertura da sessão, sublinhando a importância do exercí-
classificada, na reação à injeção de código malicioso, na análi- cio CC14 para as Forças Armadas, a disponibilidade e contribu-
se de informação sobre espionagem através de telemóveis, na to ativo da Marinha para reforçar a capacidade de ciberdefesa
identificação de informação sobre agentes inimigos na rede de e a necessidade imperativa de dotar os elementos com forma-
missão e na análise de informação cifrada. ção e treino específico. A este evento assistiram, suas excelênci-
as o CEMGFA, general Pina Monteiro; o CEMFA, general Araújo
O controlo do exercício foi efetuado em Tartu, Estónia, tendo Pinheiro; o SG/MDN, Dr. Gustavo Madeira; o Comandante Aéreo,
este país disponibilizado um conjunto de sistemas (cyber ran- tenente-general Lopes da Silva; o Comandante da Academia Mi-
ge5), configurados para simular uma rede de missão típica de litar, tenente-general Rodrigues da Costa; o Comandante Opera-
um teatro de operações. cional Conjunto, vice-almirante Pires da Cunha; o Chefe de Es-
tado-Maior Conjunto, tenente-general Pimenta Sampaio; o Se-
12 JULHO 2015

