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REVISTA DA ARMADA | 498
NRP BARTOLOMEU DIAS
DO LOBITO A LISBOA
CONCLUSÃO
TRÂNSITO LOBITO-PRAIA Vencedora, da Armada Espanhola, no Golfo da Guiné, numa área
a sul da Costa do Marfim. Esta interação entre navios permitiu
Com a cidade do Lobito a perder-se de vista à nossa popa, adestrar a interoperabilidade entre as duas unidades navais e
ruma-se agora para norte com destino à República de Cabo treinar procedimentos na área das comunicações militares e na
Verde (RCV), para a última etapa desta missão. troca e disseminação do panorama situacional marítimo através
de sistemas LINK. Foram ainda executadas várias manobras na-
Rapidamente a rotina do treino voltou a integrar o normal do vais com o objetivo de ensaiar operações de reabastecimento em
dia-a-dia do navio. Após uma primeira parte da missão, em que alto mar, de forma a prolongar a sustentação logística dos meios
as ações de treino tinham sido maioritariamente dirigidas à inte- navais.
gração dos novos elementos a bordo e na preparação dos exercí-
cios que se avizinhavam, agora, nesta segunda parte, o adestra- CIDADE DA PRAIA
mento focou-se nas áreas mais específicas, sobretudo em exer-
cícios de maior complexidade e envergadura. Na área da batalha A 16 de março, decorridos nove dias de trânsito desde a lar-
interna, simulou-se um incêndio de grandes proporções no es- gada do porto do Lobito, a Bartolomeu Dias demandou a ilha de
paço de máquinas, que envolveu toda a guarnição após ter sido Santiago e a cidade da Praia, capital da RCV, para uma escala de
dado o alarme para ocupar postos de emergência. Já no domínio praticamente 24 horas. Esta curta estadia deveu-se a questões
da batalha externa, realizaram-se vários exercícios de forma iso- de natureza logística e protocolar. Decorrendo esta última parte
lada, para treino das diferentes componentes clássicas da guerra. da missão na RCV, torna-se importante iniciar os contactos pro-
Durante o trânsito houve ainda lugar a muitos outros exercícios, tocolares e de cortesia com as autoridades militares e civis na
tais como tiro real com a peça de 76 mm e com o armamento sua capital. Foi organizada uma receção a bordo, presidida pelo
portátil da força de fuzileiros embarcada, bem como de socorris- Embaixador de Portugal na RCV, que contou com a presença ex-
mo e emergência médica. pressiva do Corpo Diplomático acreditado neste país, bem como
de diversas entidades civis e militares cabo-verdianas, destaca-
Foi durante este trânsito que Sua Alteza Real, o Rei dos Mares se a presença do ministro do Ensino Superior, bem como a do
Neptuno, entrou a bordo e assumiu o comando da Bartolomeu Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Registou-se igual-
Dias, e dos seus militares, por terem tido a ousadia de cruzar mente a presença de muitos portugueses ali radicados, tanto
o seu Reino. Houve lugar a um grande e “mediático” julgamen- em funções oficiais como profissionais. A 17 de março, a Bar-
to cujas sentenças foram proferidas sempre da mesma maneira: tolomeu Dias prosseguiu missão, desta feita rumo à ilha de São
pagamento de coimas e banho na tina! A tradição cumpriu-se! Vicente.
PASSEX COM CORVETA ESPANHOLA EXERCÍCIO SAHARAN EXPRESS 2015 (SE15)
“VENCEDORA”
Chegados ao Mindelo, deu-se logo início ao exercício SE15, que
Durante o trânsito, e aproveitando o facto de haver outros decorreu entre 20 e 27 de abril. À semelhança do exercício Oban-
meios militares aliados na área, realizou-se no dia 12 de abril um
exercício naval de oportunidade com o navio patrulha oceânico
6 JULHO 2015

