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Com a transição da vela para a propul- das do séc. XVI operaram-se inovações 50 canhões. No entanto, com o advento
são mecânica surgiram outros signifi ca- signifi caƟ vas no âmbito naval. Os gran- de navios maiores e com mais bocas-de-
dos. Um “fogueiro”, por exemplo, era des navios à vela foram suplantados por -fogo, foi necessário estabelecer critérios
um profi ssional que operava caldeiras a navios ainda maiores, fortemente arma- para que um navio ostentasse a desig-
vapor e executava todos os trabalhos de dos, com melhor capacidade de mano- nação. Foi o Almirante inglês George
operação e manutenção das mesmas . bra e mais especializados em operações Anson , enquanto Primeiro Lorde do
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Na batalha de Diu – combate naval militares. Em meados do séc. XVII a táƟ ca Almirantado, que em 1754 estabeleceu
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entre portugueses e turcos , que mate- naval evoluiu da linha para a coluna, com estes critérios que também serviriam
rializavam uma ameaça real à presença navios com grande capacidade de fogo de padrão para muitas outras marinhas
lusa no Índico – pela primeira vez navios pelo través. De facto, os ingleses usa- nacionais.
dispararam os seus canhões a navegar, ram pela primeira vez este novo método
conjugando assim a manobra de vela com de combate na batalha de LowestoŌ em Piedade Vaz
o Ɵ ro de arƟ lharia. Até então, as unidades 1665, na segunda guerra anglo-holan- CFR REF
navais serviam para transporte de tropas desa, infl igindo uma pesada derrota à Comunicação efetuada no âmbito do VIII Colóquio
ou praƟ cavam a abordagem, lutando esquadra inimiga . Inicialmente era con- Internacional, ImagéƟ ca do Fogo: medos, paixões,
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depois conforme o faziam em terra . siderado um “Navio de Linha” (Ship-of- renascimentos, Faculdade de Letras da Universi-
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No fi nal do séc. XV e nas primeiras déca- -the-Line) aquele que Ɵ vesse no mínimo dade de Lisboa, 4 de Junho de 2019.
Notas
1 Em geologia considera-se água subterrânea toda aquela água que ocupa todos
os espaços vazios de uma formação geológica, os chamados aquíferos. As águas
subterrâneas são formadas pelo excedente das águas das chuvas.
2 Cf., NIERENBERG, W., et al, O Grande Livro dos Oceanos, Publiclub, Lisboa. 1980, p.10.
3 Cf., POTTER, E. B. and NIMITZ, Chester W., Sea Power: A Naval History 2d ed. US
Naval InsƟ tute Press, Annapolis, MD, 1981, p. 1.
4 Cf., LEITÃO, Humberto e Lopes, Vicente, Dicionário da Linguagem de Marinha
anƟ ga e Actual, 3ª Edição Edições Culturais da Marinha, Lisboa 1990, pp. 268-269.
5 Ibidem, p. 269.
6 Em termos técnicos as zonas do costado de uma embarcação ou navio defi nem-se
do seguinte modo: o través, é cada um dos lados, perpendicular à linha longitudinal.
A amura é a zona entre a proa e o través. A alheta é a zona entre a popa e o través.
7 Cf., Ibidem, p. 113.
8 Cf., LEITÃO, Humberto e Lopes, Vicente, Dicionário da Linguagem de Marinha
anƟ ga e Actual, 3ª Edição Edições Culturais da Marinha, Lisboa 1990, p. 269.
9 A batalha de Diu decorreu em 3 de fevereiro de 1509, traduzindo-se no con-
fronto entre a esquadra de D. Francisco de Almeida e uma esquadra combinada
do Sultanato de Burji do Egito, do Samorin de Calecute e do Sultão de Guzerate. A
vitória portuguesa foi decisiva, no senƟ do em que, com ela, se iniciou o período
de domínio europeu no Índico.
10 Cf., SACHETTI, A. Emílio, “A Estratégia MaríƟ ma e o Progresso das Nações”, A
Estratégia Naval Portuguesa, Cadernos Navais, nº 10, Julho – Setembro, Grupo de
Estudos e Refl exão de Estratégia, Edições Culturais da Marinha, Lisboa, 2004, p. 16.
11 Cf., LARRABEE, Eric, Commander in Chief, Naval InsƟ tute Press, Annapolis, MD,
2004, p. 164.
12 Cf., HATTENDORF, John, “The Oxford Encyclopedia of MariƟ me History, vol. 4”,
Ships-of-the-line, by Nicholas Tracy, Oxford University Press, 2007, p. 104.
13 Para lá da criação do sistema de classifi cação dos navios de acordo com o
número de bocas de fogo, Anson, como Primeiro Lorde do Almirantado entre 1751
e 1756, foi responsável pela melhoria do serviço de saúde naval, por um novo
regulamento disciplinar, pela criação de novos uniformes e pela transferência dos
fuzileiros navais do Exército para a Marinha.
22 JULHO 2019

