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REVISTA DA ARMADA | 542

             Fotos SMOR L Almeida de Carvalho                     OS PRESIDENTES

                                                                    O primeiro presidente da Academia de Marinha foi o VALM
                                                                  Sarmento Rodrigues, que anteriormente presidira ao Grupo de
                                                                  Estudos de História MaríƟ ma e ao Centro de Estudos de Marinha.
                                                                  A sua presidência foi interrompida pelo seu falecimento em 1 de
                                                                  agosto de 1979, sucedendo-lhe o VALM Teixeira da Mota, notável
                                                                  historiador e grande estudioso da cartografi a anƟ ga. A presidên-
                                                                  cia deste foi abreviada pelo seu prematuro desaparecimento em
                                                                  1 de abril de 1982.
                                                                    O terceiro presidente foi o Professor Engenheiro Arantes e Oli-
                                                                  veira, que presidiu à AM até à sua tomada de posse como mem-
                                                                  bro do Governo, em 1985.
                   VALM Sarmento Rodrigues  VALM Teixeira da Mota   O CALM ECN Rogério d’Oliveira foi o quarto presidente. No
                                                                  período da sua presidência de cerca de 18 anos, a AM viveu um
                                                                  assinalável progresso e expansão, recebendo uma sede própria
                                                                  no Ediİ cio da Marinha, na rua do Arsenal, em Lisboa.
                                                                    Em 7 de janeiro de 2004 o VALM Ferraz Saccheƫ   tomou posse
                                                                  como quinto presidente da AM. Em consequência do seu faleci-
                                                                  mento em 15 de janeiro de 2009, sucedeu-lhe o Almirante Vieira
                                                                  MaƟ as como sexto presidente da Academia de Marinha até 8 de
                                                                  janeiro de 2016, data da tomada de posse do séƟ mo e atual pre-
                                                                  sidente, ALM  Vidal Abreu.
                                                                    Desde janeiro de 2018 que o Presidente da República é o Presi-
                                                                  dente de Honra da Academia de Marinha.

                                                                  CONCLUSÃO
                  Prof. Eng.º Arantes e Oliveira  CALM Rogério d’Oliveira
                                                                    Nestes 50 anos dourados de existência da denominada Aca-
                                                                  demia de Marinha, torna-se importante recordar as palavras
                                                                  da promissora visão cienơ fi ca e cultural do seu fundador e pri-
                                                                  meiro presidente, Almirante Manuel Maria Sarmento Rodrigues,
                                                                  aquando da génese da insƟ tuição. O seu ambicioso e patrióƟ co
                                                                  objeƟ vo – o seu sonho – era o de insƟ tucionalizar a cultura marí-
                                                                  Ɵ ma ao nível mais elevado inspirado na “Academie de Marine”
                                                                  de França, criada em Setecentos, em pleno século do iluminismo.
                                                                    “Difi cilmente se compreende que numa nação cuja principal
                                                                  grandeza teve origem no Mar, que Além-Mar foi consolidar a
                                                                  sua independência, que no mar recolheu as suas maiores glórias,
                                                                  que ainda depende grandemente do mar para a sustentação da
                                                                  sua unidade e da sua própria vida, não exisƟ a um organismo de
                                                                  cultura que ao Mar seja especialmente dedicado, do nível intelec-
                    VALM Ferraz Saccheƫ      ALM Vieira MaƟ as
                                                                  tual e patrióƟ co de uma Academia de Marinha.” 7
                                                                    Sendo a Academia o berço do conhecimento e da cultura sobre
               Com uma espaçosa sala de leitura, a Biblioteca foi enriquecida ao   as coisas do mar, deve, cada vez com mais intensidade, promo-
              longo dos anos com aquisições e legados diversos, entre os quais   ver a afi rmação de Portugal internacionalmente, tendo o mar
              os dos consagrados estudiosos e invesƟ gadores, nomeadamente,   como seu elemento fundamental, idenƟ fi cador e diferenciador
              Almirante Teixeira da Mota, Comandante Marques Esparteiro, Almi-  no mundo.   8
              rante Ferraz Saccheƫ  , Coronel Valdez dos Santos, entre muitos   Assim, a Academia de Marinha é o melhor palco para encontrar
              outros. Especial realce para as coleções Memórias, Atas dos Simpó-  alento para acreditar no Futuro e evocar os Feitos da Marinha
              sios de História MaríƟ ma e História da Marinha, e também para as   que enaltecem as Glórias de Portugal.
              reedições do Livro de Traças de Carpintaria, de Manuel Fernandes,
              do Livro Primeiro de Architectura Naval, de João BapƟ sta Lavanha,                            Santos Maia
              do Livro da Fábrica das Naus, do Padre Fernando Oliveira, e do livro                                SAJ
              De NavigaƟ one (1549), de Diogo de Sá.
               Na biblioteca ainda podemos encontrar algumas referências biblio-  Notas
              gráfi cas de elevado interesse como: A Marinha em África, de John P.   1  D´Oliveira, Rogério, in alocução Memórias 2003, AM, p.468.
              Cann; Relatório da Viagem aérea Lisboa-Rio de Janeiro 1922, Fac-si-  2  Abreu, Vidal, in alocução sessão de Abertura 8 janeiro, AM, 2019.
              mile; Descobrimentos Portugueses, de Jaime Cortesão; Portugaliae   3  D´Oliveira, Rogério, in alocução Memórias 2003, AM, p.469.
              Monumenta Cartographica, Fac-simile; Livro das Armadas, Fac-simile;   4  Rodrigues, Sarmento, in Actas das Sessões do GEHM, 19 Fevereiro de 1970.
              Códice ValenƟ m Fernandes; Monumenta Henricina; Batalhas e Com-  5  D´Oliveira, Rogério, in alocução Memórias 2002, AM, p.75.
              bates da Marinha Portuguesa, do Comandante Saturnino Monteiro   6 7  Regulamento interno, AM, 2018.
              e História Oral da Marinha. ParƟ cipação Portuguesa nas Guerras do   8  Rodrigues, Sarmento.
                                                                      MaƟ as, Vieira.
              Ultramar (1957-1975), da Comissão da História Oral da Marinha.


              20   JULHO 2019
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