Page 8 - Revista da Armada
P. 8

REVISTA DA ARMADA | 542


              FUZILEIROS E “MARINES”


              EXERCÍCIO BILATERAL




































                 o âmbito da manutenção das relações bilaterais entre Portu-  (PAN Troia) e Campo de Tiro de Pinheiro da Cruz (CTPC). Neste
              Ngal e os Estados Unidos da América, o Batalhão de Fuzileiros   período desenvolveram-se treinos nas seguintes áreas:
              Nº 2 (BF2) realizou um exercício operacional com a Special Pur-  •  Tiro de combate. Realização de pistas de Ɵ ro individual, equipa
              pose Marine Air-Ground Task Force (SPMAGTF) do United States   e secção, realização de Ɵ ro com armas de apoio (metralhadoras
              Marine Corps (USMC). O objeƟ vo desta Ɵ pologia de aƟ vidades   médias e armas anƟ carro), Ɵ ro dos aƟ radores especiais e condu-
              passa por proporcionar uma oportunidade para a parƟ lha  de   ção de manobras ao escalão pelotão. Ressalva-se o treino fi nal
              experiências e conhecimentos nos vários domínios de atuação   no âmbito do Ɵ ro de combate, onde foi realizado um ataque deli-
              de forças congéneres. Por conseguinte, esta ação resulta num   berado com uma força combinada, que consisƟ u na destruição
              maior nível de interoperabilidade e profi ciência para cada uma   de uma posição defensiva. Nesta ação, sob comando Português,
              das forças.                                            foram empregues em simultâneo as armas pesadas de ambas as
               O exercício bilateral decorreu no período de 23 de fevereiro a 3   forças, um grupo de assalto sob comando Americano, com uma
              de março enquadrando-se no desenvolvimento de várias compe-  secção de cada país e uma equipa de demolição portuguesa;
              tências técnicas e táƟ cas para garanƟ r uma sinergia de recursos e   •  TacƟ cal Combat Casualty Care (TC3). A condução deste treino foi
              capacidades durante todo o tempo de treino. Para isso, o treino   da responsabilidade do serviço de saúde do Corpo de Fuzileiros,
              foi planeado e conduzido em três fases disƟ ntas:      que integrou os socorristas da força portuguesa e americana.
                                                                     O objeƟ vo deste treino foi a troca de experiências e parƟ lha de
                                                                     conhecimento no âmbito do socorrismo em combate. Para isso
              RECEÇÃO DA FORÇA AMERICANA
                                                                     foram sendo criados cenários onde as equipas demonstravam o
               A primeira fase do treino combinado consisƟ u na receção e aco-  seu modo de emprego face à situação apresentada;
              modação da força americana nas instalações do Corpo de Fuzi-  •  Military OperaƟ ons on Urban Terrain (MOUT). O treino táƟ co
              leiros. Após a chegada da força congénere à Base Aérea Nº 6,   em ambiente urbano foi realizado no ediİ cio da Desmagne-
              no MonƟ jo, uma equipa de ligação do BF2, recebeu e orientou   Ɵ zação, localizado nas imediações do PAN Troia e teve como
              o grupo para a Base Naval – Corpo de Fuzileiros. Após a chegada   objeƟ vo consolidar técnicas e procedimentos empregues
              da força foi armazenado todo o material de combate, alojados   neste ambiente. Para isso, foram criados diversos cenários
              os congéneres americanos nas instalações do BF2 e realizado um   táƟ cos onde cada força demonstrava como operava mediante
              briefi ng geral que permiƟ u clarifi car as dinâmicas do Corpo de   o desafi o proposto. Progressivamente, as equipas portuguesa
              Fuzileiros, apresentar o cronograma de eventos previsto para o   e americana, começaram a operar em conjunto tendo este
              período de treino e divulgar alguns pontos de interesse turísƟ co   treino terminado com um assalto ao ediİ cio da DesmagneƟ -
              a visitar em Lisboa;                                   zação com uma força combinada.
                                                                    A fase táƟ ca terminou com a realização de uma operação que
                                                                  permiƟ sse o emprego de uma força combinada. Para tal, a missão
              TREINO TÁTICO
                                                                  atribuída foi uma incursão anİ bia (RAID) a um objeƟ vo específi co
               A segunda fase do treino, orientado exclusivamente para ações   para eliminar a ameaça aí existente a fi m de permiƟ r a liberdade
              táƟ cas, decorreu nas imediações do Ponto de Apoio Naval de Troia   de movimentos das forças aliadas para o resgate em segurança


              8    JULHO 2019
   3   4   5   6   7   8   9   10   11   12   13