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REVISTA DA ARMADA | 542
FUZILEIROS E “MARINES”
EXERCÍCIO BILATERAL
o âmbito da manutenção das relações bilaterais entre Portu- (PAN Troia) e Campo de Tiro de Pinheiro da Cruz (CTPC). Neste
Ngal e os Estados Unidos da América, o Batalhão de Fuzileiros período desenvolveram-se treinos nas seguintes áreas:
Nº 2 (BF2) realizou um exercício operacional com a Special Pur- • Tiro de combate. Realização de pistas de Ɵ ro individual, equipa
pose Marine Air-Ground Task Force (SPMAGTF) do United States e secção, realização de Ɵ ro com armas de apoio (metralhadoras
Marine Corps (USMC). O objeƟ vo desta Ɵ pologia de aƟ vidades médias e armas anƟ carro), Ɵ ro dos aƟ radores especiais e condu-
passa por proporcionar uma oportunidade para a parƟ lha de ção de manobras ao escalão pelotão. Ressalva-se o treino fi nal
experiências e conhecimentos nos vários domínios de atuação no âmbito do Ɵ ro de combate, onde foi realizado um ataque deli-
de forças congéneres. Por conseguinte, esta ação resulta num berado com uma força combinada, que consisƟ u na destruição
maior nível de interoperabilidade e profi ciência para cada uma de uma posição defensiva. Nesta ação, sob comando Português,
das forças. foram empregues em simultâneo as armas pesadas de ambas as
O exercício bilateral decorreu no período de 23 de fevereiro a 3 forças, um grupo de assalto sob comando Americano, com uma
de março enquadrando-se no desenvolvimento de várias compe- secção de cada país e uma equipa de demolição portuguesa;
tências técnicas e táƟ cas para garanƟ r uma sinergia de recursos e • TacƟ cal Combat Casualty Care (TC3). A condução deste treino foi
capacidades durante todo o tempo de treino. Para isso, o treino da responsabilidade do serviço de saúde do Corpo de Fuzileiros,
foi planeado e conduzido em três fases disƟ ntas: que integrou os socorristas da força portuguesa e americana.
O objeƟ vo deste treino foi a troca de experiências e parƟ lha de
conhecimento no âmbito do socorrismo em combate. Para isso
RECEÇÃO DA FORÇA AMERICANA
foram sendo criados cenários onde as equipas demonstravam o
A primeira fase do treino combinado consisƟ u na receção e aco- seu modo de emprego face à situação apresentada;
modação da força americana nas instalações do Corpo de Fuzi- • Military OperaƟ ons on Urban Terrain (MOUT). O treino táƟ co
leiros. Após a chegada da força congénere à Base Aérea Nº 6, em ambiente urbano foi realizado no ediİ cio da Desmagne-
no MonƟ jo, uma equipa de ligação do BF2, recebeu e orientou Ɵ zação, localizado nas imediações do PAN Troia e teve como
o grupo para a Base Naval – Corpo de Fuzileiros. Após a chegada objeƟ vo consolidar técnicas e procedimentos empregues
da força foi armazenado todo o material de combate, alojados neste ambiente. Para isso, foram criados diversos cenários
os congéneres americanos nas instalações do BF2 e realizado um táƟ cos onde cada força demonstrava como operava mediante
briefi ng geral que permiƟ u clarifi car as dinâmicas do Corpo de o desafi o proposto. Progressivamente, as equipas portuguesa
Fuzileiros, apresentar o cronograma de eventos previsto para o e americana, começaram a operar em conjunto tendo este
período de treino e divulgar alguns pontos de interesse turísƟ co treino terminado com um assalto ao ediİ cio da DesmagneƟ -
a visitar em Lisboa; zação com uma força combinada.
A fase táƟ ca terminou com a realização de uma operação que
permiƟ sse o emprego de uma força combinada. Para tal, a missão
TREINO TÁTICO
atribuída foi uma incursão anİ bia (RAID) a um objeƟ vo específi co
A segunda fase do treino, orientado exclusivamente para ações para eliminar a ameaça aí existente a fi m de permiƟ r a liberdade
táƟ cas, decorreu nas imediações do Ponto de Apoio Naval de Troia de movimentos das forças aliadas para o resgate em segurança
8 JULHO 2019

