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cícios sob coordenação da “Álvares Cabral”                            ção deste treino, mas antes um complemento
         (CTG). Em termos de cooperação com meios                              e uma oportunidade de adquirir novos ensina-
         aéreos, para além dos helicópteros orgânicos,                         mentos, o que permite manter os navios, e a
         foi constante a presença dos aviões de aviso                          Marinha, actualizados com os ensinamentos
         antecipado E3A, aviões de patrulha marítima                           adquiridos através da participação em ope-
         “Nimrod”, e de helicópteros  “Merlin”,  “Lynx”                        rações reais.
         e “Dauphin”, estes para transferência dos ava-                          A tipologia e qualidade do treino ministrado
         liadores do FOST. Durante o período do OST,                           no OST associado ao número de meios navais
         participaram no treino da “Álvares Cabral”                            e aéreos disponíveis envolvidos, tornam, as-
         quinze navios, e diversas aeronaves, do Reino                         sim, este tipo de missão rica e essencial para o
         Unido, Alemanha e Holanda.                                            aprontamento das unidades navais combaten-
           Infelizmente, o impacte das condições me-                           tes. As lições aprendidas no OST, que são  devi-
         teorológicas durante o OST foi considerável,                          damente validadas e posteriormente difundidas
         tendo provocado  o cancelamento de algumas                            e aplicadas, traduzem anos de experiência no
         séries ,  o que na 3ª semana de mar, deu origem                       mar que a Marinha Portuguesa como organi-
         ao cancelamento da “Weekly War”, sem que                              zação ganha em saber e profissionalismo, de
         (pela segunda vez em todo o período de exis-                          que é fundamental dispor nas unidades na-
         tência do OST) tivesse sido possível agendá-la                        vais, mas também nos  organismos tutelares do
         para outro período.  O estado do tempo nessa                          treino e formação. A multidisciplinaridade do
         semana não permitiu que o navio fosse avalia-                         treino a que o navio e a sua guarnição foram
         do num conjunto de áreas, por falta de factores                       sujeitos e a eficiência obtida no desempenho
         de ponderação que se deveram ao cancela-                              atestam que a fragata “Álvares Cabral” se en-
         mento das acções de treino programadas.                               contra pronta para as missões que à Marinha
           O sucesso final e as boas prestações que fo-  conjunto das seis semanas no FOST o navio  forem atribuídas.
         ram muito elogiadas pelo “staff” do OST, de-  obteve a avaliação final de “Very Satisfactory”,   Durante o OST, a fragata “Álvares Cabral”
         veu-se sobretudo aos sempre elevados níveis  classificação que face aos actuais elevados pa-  efectuou cerca de 1200 horas de missão, per-
         de motivação, de moral e de empenhamento,  drões de exigência no OST, atestam  a  elevada  correu 4330 milhas náuticas e embarcou um
         que a guarnição da fragata “Álvares Cabral”  qualidade  do treino que já é efectuado pela  total de 545 avaliadores do FOST, numa média
         manteve  durante todo período da missão,  Marinha através da Flotilha, órgão que treina  de 19 avaliadores por dia.
         sem que tenham sido notadas flutuações na  actualmente toda a nossa esquadra. Refira-se,                Z
         dedicação e na vontade de bem cumprir. No  a este propósito, que o OST não é uma repeti-  (Colaboração do Comando do NRP “Álvares Cabral”)


                                Exercício “AÇOR 062”
                               Exercício “AÇOR 062”

               o cumprimento da sua missão e pro-  tendo ficado isoladas as localidades de Porto   - Marinha: 1 Corveta + 1 Companhia de
               grama anual de exercícios, o Coman-  Formoso, S. Brás e Maia em virtude de cortes  Fuzileiros;
         Ndo Operacional dos Açores (COA)  de estrada, deslizamentos de terra, desmoro-  - Exército: 1 Companhia de Engenharia;
         realizou entre 15 e 17 de Novembro de 06 o  namentos, etc.              - Força Aérea: 1 C-130 + 2 AL III e, em D+1,
         Exercício “Açor 062”, na modalidade de Pos-                           um EH-101.
         tos de Comando (CPX). O exercício insere-se                             O Exercício decorreu de acordo com o ce-
         no âmbito do emprego das Forças Armadas                               nário elaborado pelo DISTAFF, tendo -se este
         em apoio a acções de Protecção Civil, con-                            revelado adequado aos objectivos previamente
         cretamente, no apoio ao Serviço Regional de                           definidos, e tendo proporcionado um bom rit-
         Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRP-                          mo e realismo através da “injecção” de even-
         CBA), no auxílio às populações afectadas por                          tos/incidentes simulando situações próximas
         uma catástrofe.                                                       da realidade. O Exercício foi dirigido pelo Es-
           Os objectivos foram avaliar e intensificar a                         tado-Maior do COA, tendo sido accionadas
         adequabilidade das normas e directivas em vi-                         Células de Resposta nos Comandos das Zonas
         gor para a participação das FA’s em acções de                         Militares e Unidades Executantes.
         Protecção Civil; a capacidade de coordenação                            Em 171430NOV06 teve lugar no COA o
         do COA naquelas acções; a proficiência e efi-                           “Distinguished Visitors Day (DVD)” encerran-
         cácia dos circuitos de comunicações existen-                          do assim o Exercício “Açor 062”. A opinião
         tes e/ou a instalar; a adequabilidade dos meios                       generalizada das Entidades, Comandos e For-
         disponíveis para o cumprimento da missão; o                           ças envolvidas foi unânime quanto à pertinên-
         entendimento, a confiança mútua e a coope-                             cia e utilidade do mesmo, tendo em conta a
         ração entre o pessoal dos três ramos das FA’s; a                      forma como foi planeado e como decorreu,
         capacidade de comando e controlo em acções                            constituindo uma boa base para o exercício
         de Protecção Civil; o relacionamento com os   Face à gravidade da situação, o Governo  “LIVEX” que, no mesmo âmbito, terá lugar
         órgãos regionais de Protecção Civil.   Regional solicitou ao COA, nos termos da  no primeiro semestre de 2007. Este exercí-
           O exercício apoiou-se num cenário fictí-  lei, o apoio das FA’s. O Exercício contou  cio contribuiu, sem dúvida, para o reforço da
         cio, elaborado com o apoio do Sistema de  com a participação dos Comandos, For-  coesão entre os Ramos das FA’s e do trabalho
         Vigilância Sismológica dos Açores (SIVISA),  ças e Meios das Zonas Militares (Marinha,  conjunto, bem como, para o fortalecimento e
         tendo sido “criada” uma situação de catástro-  Exército e Força Aérea) e do SRPCBA. Para  agilização da ligação e relacionamento com o
         fe, originada por um sismo de grande intensi-  além das Forças e Meios existentes na Re-  SRPCBA, Forças de Segurança e Autoridades
         dade com epicentro a cerca de 5 km a SW da  gião Autónoma dos Açores (RAA), foram  Civis dos Açores.
         localidade de Porto Formoso. A região mais  considerados os seguintes reforços vindos                 Z
         afectada foi a costa norte da ilha de S. Miguel  do Continente:          (Colaboração do Comando Operacional dos Açores)
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