Os 69 navios da Federação Russa (31 navios militares, três navios científicos e 35 navios de apoio logístico) foram acompanhados durante 58 missões, que tiveram uma duração total de 606 horas (o equivalente a cerca de 25 dias seguidos). Esta tarefa, realizada pelos navios da Marinha, envolveu 2900 militares (considerando o somatório dos militares empenhados em cada missão), tendo sido percorridas mais de 6 815 milhas náuticas (mais de 12 600 km) nesses acompanhamentos.
Desde 2022, ano em que se iniciou o conflito na Ucrânia, a Marinha realizou 191 missões deste tipo, acompanhando a passagem de 212 navios da Federação Russa (militares, científicos e de apoio logístico).
Importa, ainda, destacar o acompanhamento de navios da chamada “frota fantasma”, que (frequentemente com bandeiras de conveniência e propriedade opaca) permitem à Federação Russa exportar petróleo acima dos tetos estabelecidos pelos países dos G7 e seus parceiros (para além de outras matérias primas, também sujeitas a sanção), contribuindo para o esforço de guerra russo na Ucrânia. Com efeito, em 2025, foram efetuadas 373 ações de monitorização a navios desta “frota fantasma”, que navegaram em águas sob soberania ou jurisdição nacional.
Através destas ações de monitorização e vigilância, a Marinha garante a defesa e segurança do mar português, contribui para a proteção das infraestruturas submarinas críticas nos seus espaços marítimos, apoia a proteção ambiental, nomeadamente na sua Zona Económica Exclusiva, e, simultaneamente, assegura o cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no quadro da Aliança Atlântica, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano.




