Força naval portuguesa termina treino de resposta a cenários de crises
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Terminou hoje a fase de mar do exercício INSTREX19/ALCANTARA19, envolvendo meios da Força Naval Portuguesa, uma força de Desembarque, constituída por fuzileiros nacionais e fuzileiros do U.S. Marine Corps, uma força de Operações Especiais da Marinha e diversos meios da Força Aérea Portuguesa.

12 de abril de 2019, 19:06

​​​​A Força Naval Portuguesa envolveu cerca de 500 militares, integrando a fragata NRP Corte-Real (navio chefe), o reabastecedor NRP Bérrio e os navios de patrulha oceânica NRP Figueira da Foz e NRP Viana do Castelo, contando também com a participação da fragata RNM Sultan M. Ismail da Marinha Real de Marrocos. A sua atividade foi desenvolvida em águas nacionais, num cenário fictício de projeção para uma região assolada por elevada instabilidade social e política, cumprindo com uma determinação da comunidade internacional, e tendo como principal missão garantir a resposta rápida e eficaz em cenário de crise.

Durante cinco dias foi realizado um diversificado conjunto de exercícios desde as áreas convencionais (guerra de superfície, guerra antissubmarina e guerra anti-aérea), defesa contra ameaça assimétrica, operações de interdição marítima e embargo, exercícios de artilharia e exercícios de reabastecimento.

Com maior especificidade, foi realizado um desembarque anfíbio, projetando do mar para terra, uma força de fuzileiros com o objetivo de controlar um porto considerado essencial para a condução das operações, e, destaca-se ainda a concretização de uma abordagem e inspeção ao navio mercante Daytona, que, tendo colaborado no contexto deste exercício, permitiu uma oportunidade única de treino deste tipo de operação.

Acompanhando o desenvolvimento das ameaças que hoje se colocam nos teatros de operações, foram ainda realizados diversos exercícios de cyber defesa, testando a capacidade de reação da força a ataques cibernéticos.

O principal objetivo estabelecido para o exercício INSTREX19/ALCANTARA19 foi o treino de operações litorais em grupo-tarefa promovendo as relações bilaterais com a Marinha Real de Marrocos e o United States Marine Corps. Considera-se que o objetivo foi amplamente atingido.


Como refere o comandante da Força Naval Portuguesa, Capitão-de-mar-e-guerra Silva Pereira, “Após estes 5 dias de treino no mar a força naval, como componente naval da Força de Reação Imediata, está ainda mais capaz de responder às tarefas que, eventualmente, lhe sejam atribuídas".​



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