Através do empenhamento de um vasto conjunto de meios da Componente Naval do Sistema de Forças, designadamente das capacidades de comando e controlo, oceânica de superfície, de patrulha e fiscalização e de projeção de força, a Marinha colaborou na deteção e abordagem deste navio, proveniente de um país da América Latina, a cerca de 640 milhas náuticas de Lisboa, o equivalente a 1185 quilómetros.
No seu interior foram encontrados e detidos dois cidadãos estrangeiros, em situação clandestina e irregular, e apreendidos vários objetos utilizados no processo de navegação, arremesso da droga ao mar e transporte da cocaína.
Na sequência de diligências de investigação desenvolvidas no dia de ontem, e após a identificação e detenção dos dois clandestinos, foi ainda identificado e detido um elemento da tripulação, também estrangeiro, por fortes suspeitas de estar envolvido no esquema criminoso.
A investigação, realizada no quadro do MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics), iniciou-se este mês de agosto, no âmbito da cooperação policial internacional e em estreita colaboração e articulação da Polícia Judiciária com as autoridades policiais e judiciárias do Reino Unido (National Crime Agency) e Espanha (Policia Nacional).
O navio porta-contentores, com os tripulantes clandestinos e a droga, foi acompanhado pela Marinha até ao porto de Sines, onde atracou na madrugada de ontem.
Nesta operação estiveram envolvidos mais de 130 militares da Marinha e foram percorridas mais de 1500 milhas náuticas, o equivalente a cerca de 2800 quilómetros, durante mais de 85 horas de empenhamento direto de meios da Marinha.
As investigações prosseguem, num inquérito titulado pelo DIAP de Setúbal.