A cerimónia foi presidida pelo Comandante Naval, Vice-almirante José Salvado de Figueiredo, e contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros e do Comandante do Corpo de Fuzileiros, Comodoro Rogério Martins de Brito, entre outras entidades civis e militares.
No seu discurso, o Comandante do Corpo de Fuzileiros afirmou que “festejar este dia não é uma opção, mas sim um dever coletivo para se perpetuar aquilo que não deve ser esquecido, pelo exemplo e inspiração que encerra” e que os Fuzileiros são “o braço armado da Marinha”, mas também “os embaixadores da paz e um relevante multiplicador de apoio, ao serviço da população”, fazendo sempre cumprir Portugal “quer na paz, quer na guerra, no mar e em terra”.
Na sua alocução, a Presidente da Câmara Municipal de Almada deu as boas vindas a todos, em especial aos Fuzileiros, e afirmou que era motivo de orgulho receber a celebração do aniversário dos Fuzileiros “que enaltece uma das mais antigas e prestigiadas unidades militares de Portugal”.
O Vice-almirante Salvado de Figueiredo aproveitou esta ocasião para homenagear “aqueles que, no passado e com o sacrifício da própria vida, construíram o prestígio desta força; e a todos os que hoje, no cumprimento da missão, servem Portugal no nosso território” ou nos diversos teatros de operações no estrangeiro.
Antes de terminar o seu discurso, o Comandante Naval dirigiu-se a todos os Fuzileiros e demonstrou confiança e orgulho naqueles que “continuarão a honrar a Marinha, as Forças Armadas e Portugal com a mesma coragem e disciplina” que definem esta Força Especial desde 1621, que é “património vivo da história militar portuguesa e um exemplo”.
Ao longo dos últimos dias, o Corpo de Fuzileiros realizou diversas atividades para dar a conhecer esta Força Especial da Marinha Portuguesa, como exposição de meios, demonstrações táticas, bem como provas desportivas, jogos e aulas práticas de exercício físico abertas à comunidade civil.
A existência dos “Fuzileiros” em Portugal remonta a 1585, quando se estabeleceram os primeiros núcleos de adestramento das guarnições das naus da Índia, para o manejo da artilharia e da fuzilaria. No entanto, foi a 18 de abril de 1621, por decisão do rei D. Filipe III, que foi criado o Terço da Armada da Coroa de Portugal, com o objetivo de reorganizar a guerra no mar, cujos Fuzileiros são os legítimos herdeiros.
São 405 anos de história ao serviço de Portugal e dos portugueses, sempre prontos.




