Este foi o segundo de quatro submarinos da classe Albacora, construídos e adquiridos em França, nos estaleiros “Ateliers Dubigeon -Normandie” em Nantes, e foi o último submarino da Classe a sair de serviço, após 42 anos, em 2010. O primeiro Comandante do Barracuda foi o Capitão-tenente João Diogo Leitão e Carvalhosa.
Durante o seu tempo ao serviço da Marinha Portuguesa, o submarino cumpriu 3 090 dias de mar, equivalentes a 52 622 horas de navegação, 35 795 das quais em imersão, tendo navegado um total de 263 358 milhas náuticas (cerca de 487 730 quilómetros).
O submarino Barracuda ficará sempre associado a efemérides históricas do mundo submarino, como a participação em inúmeros exercícios nacionais e estrangeiros, as colaborações com a organização de treino Operacional da Marinha Real Britânica, tendo também executado o primeiro afundamento por torpedo realizado por um submarino português, a um navio mercante, a 15 de dezembro de 1982.
São igualmente históricos o mítico ataque simulado ao poderoso porta-aviões norte-americano USS Eisenhower, em maio de 1983, bem como a operação “Endurance”, realizada em 1997, em que permaneceu no mar em exercícios durante 31 dias, testando pessoal e material nos seus limites.
O Barracuda faz hoje parte do Núcleo Museológico da Fragata D. Fernando II e Glória e pode ser visitado de terça-feira a domingo das 10h00 às 18h00, na doca nº2 da ex Parry & Son em Cacilhas.
